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Após vender 3 mil canetas para ir a campeonato de xadrez, garota de SC joga com 9 ao mesmo tempo
Adicionada: 11/08/2017
 



Bicampeã do esporte, aos 13 anos, Gabriela Feller participa de partida simultânea em Blumenau para divulgar o esporte.



Com apenas 13 anos, Gabriela Vicente Feller já é vitoriosa na vida e no xadrez. Além de ser a campeã brasileira de 2014 e 2016, a atleta de Blumenau batalhou para reunir recursos e poder participar de competições no exterior. Neste sábado (12), para divulgar o esporte, ela joga às 16h com outros nove atletas simultaneamente no shopping da cidade.

 

"São pessoas que no passado jogaram como eu e agora têm outras profissões. Vai ser muito bom. Já me sinto vitoriosa, porque conquistei a meta das campanhas para poder competir", contou.

 

Com a ajuda da família, de maio a julho deste ano Gabriela vendeu 3 mil canetas, a R$ 5 cada, para ir ao campeonato sul-americano, em setembro, e ao mundial no Uruguai, em dezembro. O esporte que pratica diariamente entrou na vida dela aos 6 anos, durante as aulas de educação física.

 

“Sou a primeira pessoa da minha família a jogar xadrez. Agora, minha irmã mais nova também participa de competições importantes, aos 10 anos”, contou.

 

Os R$ 9,2 mil necessários para Gabriela pagar passagem, alimentação e hospedagem durante esses eventos são superiores à renda da família - a mãe é professora e o pai, técnico em eletrônica.

 

 

Ajuda de muitos

 

“Eu vendi canetas para amigos na escola, no comércio; minha mãe vendeu no trabalho, pelas redes sociais. No começo, foi difícil, o pessoal achou caro, mas depois, todo mundo entendeu o propósito, que tinha todo um contexto”, disse a menina.

 

A ajuda veio até de longe, como no caso de um grupo de Curitiba que comprou mais de 500 canetas para serem revendidas. Durante um jogo simultâneo no batalhão da Polícia Militar, a família vendeu 120 canetas.

 

Ela conta que uma única mulher comprou 200 canetas e não quer recebê-las: pediu que sejam doadas a escolas públicas que ensinem xadrez.

 

“O xadrez tem muitos desafios, além do financeiro, como é para todos os esportes. Tem a facilidade de que é um esporte que, se você quiser, tem torneio todos os fins de semana, mas exige bastante persistência e paciência, porque, às vezes, podemos enfrentar até quatro horas de jogo”, relatou.

 

 

Pulseiras e enfeites de cabelo

 

Esta não é a primeira campanha que Gabriela faz para representar o Brasil no exterior. Em 2014, aos 10 anos, quando venceu o mundial da África do Sul, pagou a viagem com dinheiro da venda de pulseirinhas de miçangas, arcos e laços de cabelo que ela mesma fez com a ajuda da mãe. Livros de xadrez e cuecas recebidas em doação também foram comercializadas para pagar as despesas da participação no campeonato.

 

 

Latinhas

 

No ano passado, ela e o pai juntaram 150 mil latinhas para chegar aos R$ 6,8 mil necessários para custear a participação no Sul Americano, no Chile, no mundial, na Geórgia, no Leste Europeu, e no Pan Americano, no Uruguai.

 

“Foi uma surpresa para a gente essa ligação dela com o xadrez, é mérito dela, ela venceu e a gente precisa apoiar. Com toda essa organização nas campanhas, ela aprende o valor do dinheiro, a dar valor às coisa, ela está em um bom caminho, ficamos muito felizes, recebemos várias ajudas e, graças a Deus a gente conseguiu”, comemora a mãe Cristiane Vicente Feller.



Fonte: G1/SC - Foto: Cris Becker/Divulgação
 

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