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Haitiano é agredido pela terceira vez em Chapecó
Adicionada: 07/12/2017
 



Ele relatou a situação nas redes sociais



Um haitiano foi agredido pela terceira vez em Chapecó. A última agressão aconteceu na terça-feira (05), quando ele caminhava pela Avenida Getúlio Vargas, Centro do município.

 

Malko Joseph, relatou a situação nas redes sociais.

 

Em seu perfil no Facebook, Malko contou que um homem chegou de bicicleta dizendo palavras agressivas, como “preto sujo, aqui não é sua terra, preto fedido, macaco perdido” e que ele estaria roubando emprego dos brasileiros. 

 

O haitiano frisou que não reagiu as agressões verbais, quando o indivíduo pegou uma corrente com cadeado e passou a agredi-lo fisicamente. Ele ficou com ferimentos nas pernas e braços. 

 

Conforme a vítima, está é a quinta vez que ele é alvo de racismo no Brasil, sendo duas vezes em Porto Alegre, três no município de Chapecó. Em todas as vezes ele diz ter registrado boletins de ocorrências, mas nada foi feito contra os agressores. 

 

“Certeza, fazer o boletim não vai adianta nada”, lamentou. 

 

Ainda no post disse não aguentar mais. “Eu não aguento mais p@#@, eu não aguento mais vendo o cara bota mão na minha cara sem ter feito nada, eu não aguento mais vendo o cara pode me chama de macaco sem ter feito nada, eu não aguento mais vendo o cara me agrediu verbalmente, fisicamente sem ter feito nada, eu não aguento vendo o cara falando preto tem que morrer mesmo, sem ter feito nada”.

 

Ainda acrescentou que está pronto para ir preso, “to pronto pra ir na cadeia, to pronto pra morre porque a próxima agressão vai ser porrada "JÁ mais" deixaria alguém bota mão na minha cara sem ter feito nada, Chega”, (sic) como uma forma de defesa. 

 

A publicação de Malko já conta com mais de 2,300 curtidas, centenas de compartilhamentos, além de diversos comentários de apoio e indignação da situação que ele passou.

 

Conforme o portal Click RDC, conforme dados da Associação dos Haitiano de Chapecó, no Oeste catarinense a chegada dos primeiros haitianos foi em 2011. Até 2015, era cerca de 2,5 mil haitianos na região.



Fonte: Redação Tivi Net/Informações portal Clic RDC e Facebook | Foto: Arquivo Pessoal
 

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