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Grêmio ainda se ajusta 75 dias após o Tri e prioriza base de 2017 para a Recopa
Adicionada: 12/02/2018
 



Renato perde quatro peças em relação ao time campeão da Libertadores, mas deve recorrer a apenas um reforço nesta quarta, contra o Independiente



A primeira semana decisiva de 2018 para o Grêmio arranca com uma indicação clara do técnico Renato Gaúcho. O time para os jogos decisivos da Recopa, nesta quarta-feira(14) e na próxima semana, contra o Independiente, será baseado no que foi feito em 2017, com o Tri da América. Mas, 75 dias depois da conquista da Libertadores justamente na Argentina, palco do primeiro duelo com o Rojo, o Tricolor chega ainda sem soluções para as mudanças em relação ao ano passado.

 

A disputa da Recopa logo em fevereiro deixou pouco tempo para Renato construir convicções novas. As soluções encontradas para as saídas de quatro titulares do time campeão da América são, em sua maioria, caseiras – embora não definitivas. Das lacunas deixadas pelas saídas dos titulares Edílson, Fernandinho e Barrios e a suspensão de Ramiro, apenas uma será preenchida por um dos reforços contratados: Alisson. As demais devem ficar com jogadores que já estavam no grupo em 2017.

Até o momento, o time testado por Renato tinha Madson na lateral. Mas ele sentiu um desconforto muscular no treino fechado de domingo e está fora da partida. Assim, o mais provável é que Léo Moura retorne para sua posição de origem, com a entrada de Alisson pelo lado direito, como ocorreu no segundo tempo da vitória sobre o Brasil de Pelotas, na última quarta-feira. Outra alternativa é Michel fazer dupla com Maicon, com Jailson aberto pelo lado direito.

 

“Tudo pode acontecer, o Grêmio é o campeão da Libertadores, encantou o Brasil jogando de uma forma. Procuramos não mudar a forma de jogar, mesmo perdendo um ou outro jogador. É o caso do Ramiro. Temos pouco tempo para ficar mexendo muito na equipe, são apenas dois jogos”, comentou o técnico Renato Gaúcho, na última sexta.

 

O treinador procurou simplificar ao máximo a reconstrução do time, já com uma base montada. A receita é a mesma utilizada em 2017, no início da temporada. Renato priorizou quem estava presente no time campeão da Copa do Brasil de 2016. Nomes como Léo Moura e Cortez, hoje titulares, esperaram sua chance para conquistar a posição. O mesmo ocorreu com Michel. A reconstrução do Grêmio para 2018 é pontual, mas passa pelo mesmo conceito.

 

Nesta segunda-feira, o Grêmio deve divulgar a lista de 25 inscritos na Recopa. Até porque já viaja no início da tarde para Buenos Aires, onde enfrenta o Independiente na quarta. Uma lista provável (veja acima) leva em consideração a confirmação da contratação de Hernane Brocador e a possibilidade de Madson ficar fora. Se o lateral tiver condições físicas, Leonardo, Lima, Maicosuel ou mesmo Hernane podem sobrar.

 

 

Rival vive mesma situação

 

O processo de reconstrução não ocorre só do lado gremista. No Independiente, o técnico Ariel Holan passa por momento semelhante. Perdeu peças importantes do time campeão da Copa Sul-Americana diante do Flamengo, como o meia Ezequiel Barco, vendido ao Atlanta United, da MLS, e o lateral-esquerdo Nico Tagliafico, vendido ao Ajax, capitão e uma das referências da equipe.

 

A base do time se mantém, com os acréscimos de Sanchéz Miño ou Gastón Silva na vaga de Tagliafico, e Jonathan Menéndez no lugar de Barco. Em amistoso contra o San Martín de Burzaco, Holan escalou a seguinte equipe: Campaña; Bustos, Franco, Figal, Sánchez Miño; Gaibor, Nico Domingo, Maxi Meza; Fernández, Gigliotti e Menéndez.

 

A maioria desses jogadores já estava no clube no ano passado, mesmo que fossem menos utilizados, com Sánchez Miño. Figal retorna depois de uma suspensão por doping. Menéndez e Gaibor foram contratados para a atual temporada – o clube argentino ainda buscou no mercado Silvio Romero, Gonzalo Verón, Emanuel Brítez e Braian.



Fonte: Globo Esporte | Foto: Grêmio
 

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