• Leia mais notícias de SAÚDE
Notícias falsas no WhatsApp atrapalham prevenção da febre amarela
Adicionada: 13/03/2018
 



Cuidado ao compartilhar o que você encontra na internet: notícias falsas se assemelham a matérias jornalísticas, mas não têm respaldo científico



Em fevereiro, o pesquisador de comunicação e saúde da Fiocruz Igor Sacramento recebeu, via WhatsApp, alguns vídeos que diziam que a vacina para a febre amarela era um golpe para reduzir a população mundial.

 

Para ele, era óbvio que se tratava de uma informação falsa. Mas, para boa parte das pessoas que utilizam o aplicativo, reconhecer a veracidade de uma notícia não é tão fácil assim. Isso porque os materiais que circulam na rede podem ter estruturas semelhantes às matérias jornalísticas, sem necessariamente as fontes confiáveis de informação das quais essas dependem. É assim que as "fake news" (notícias falsas, em português) são espalhadas pela rede.

 

Nos últimos anos, o aplicativo de mensagens se tornou uma das fontes de informação mais consumidas — e duvidosas — entre os usuários brasileiros, que, segundo a empresa, já somam cerca de 120 milhões. “Esses vídeos [que veiculam no WhatsApp] são muito sofisticados, com uma boa edição, testemunhos de experts e experiências pessoais”, descreve Sacramento em entrevista à revista norte-americana Wired.

 

Entre as características do aplicativo de mensagens que facilitam a veiculação das notícias falsas está o fato de os materiais sempre serem enviados entre pessoas conhecidas, como se fossem mensagens privadas, provocando uma sensação de intimidade e confiança. De grupo de família em grupo de família, as notícias falsas acabam se espalhando com uma força tremenda.

 

O WhatsApp afirma encorajar "as pessoas a pensarem duas vezes antes de repassar mensagens suspeitas” e que "as pessoas sempre podem reportar conteúdos problemáticos para o WhatsApp para que eles estejam avisados e possam ajudar em tomar alguma ação". 

 

Além disso, para alguns pesquisadores de comunicação, o Ministério da Saúde não investiu atenção o bastante para combater as fake news, mesmo seguindo todas as recomendações da Organização Mundial da Sáude (OMS) para combater a febre amarela.



Fonte: Galileu | Foto: Reprodução
 

Versão para impressãoVersão para impressão
 


-----...*As opiniões expressas nos comentários não condizem, necessariamente, com a opinião do grupo editorial do "Portal TiviNet" e estes são de responsabilidade de seus idealizadores.