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Nutricionista alerta sobre importância da alimentação hospitalar para recuperação dos pacientes
Adicionada: 13/04/2018
 



Outra questão que a nutricionista chama a atenção é para o uso do chimarrão no ambiente hospitalar



Embora muitas pessoas não dê a atenção devida, a alimentação é parte fundamental na recuperação de pacientes hospitalizados. Quem afirma isso é a nutricionista da Fundação Hospitalar São Lourenço, Paula Acorsi Bessegatto, que é responsável pelo serviço de nutrição e dietética da entidade hospitalar. Ela lembra que cada paciente interna por uma patologia específica e a dieta segue essa patologia. “A gente chama de dietoterapia, pois realmente é uma terapia através da alimentação”, defende alegando que a alimentação segue a prescrição feita pelo médico. 

 

Com 14 anos de atuação nessa área, Paula conta que a comida hospitalar é bem aceita. Ela diz que nos casos em que o paciente interna e apresenta dificuldade de alimentação, o serviço de nutrição se adequa para que cada um receba a sua dieta específica e recomendada. “O paciente precisa entender que ele vai se reestabelecer mais rápido seguindo ela”. 

 

Embora exista um cuidado especial com a alimentação hospitalar, Paula lembra que no dia a dia as pessoas, especialmente os familiares, tendem a trazer alimentos de fora da entidade. “Ao longo da história, a alimentação serve como uma questão de agrado e traz a sensação de conforto e prazer. A gente percebe que quando uma pessoa está internada, os familiares querem agradar e trazes alimentos que o paciente gosta. Isso ocorre especialmente com crianças e idosos”, afirma a nutricionista alertando que apesar da boa intenção, a medida pode gerar sérios riscos. Além do paciente se alimentar de forma errada, de forma que não contribua com a recuperação, especialmente em casos cirúrgicos, a entrada de alimentos pode causar contaminações e intoxicações alimentares. Fora isso, a medida pode causar a proliferação de roedores, insetos, formigas e voadores dentro da entidade. 

 

Segundo a nutricionista, a alimentação dos pacientes não é diferente de uma ala para outra, contudo, são específicas de acordo com cada patologia. “Cada paciente fica composto num mapa de dietas e nesse mapa a gente tem todos os tipos de alimentação que foram liberadas pelo médico”, explica a nutricionista que é responsável por acompanhar esse processo. 

 

Outra questão que a nutricionista chama a atenção é para o uso do chimarrão no ambiente hospitalar. “O chimarrão é uma cultura que todos os dias a gente precisa orientar. Os pacientes e familiares trazem. Muitas vezes alegam que não é para o paciente, mas o ambiente hospitalar fornece um risco de contaminação”, disse justificando o controle de higiene. “A gente faz isso para evitar que as pessoas se contaminem ou levem algum tipo de contaminação para suas casas”. 

 

Na dúvida de como agir na questão da alimentação, Paula orienta os familiares e pacientes a procurarem os profissionais da saúde, especialmente o departamento de nutrição. Ela lembra que ao internar um paciente, os familiares recebem uma cartilha com todas as informações. “Às vezes é liberado uma fruta, por exemplo, mas o problema é que os familiares trazem uma porção grande que acaba ficando exposto ao ambiente. É bom ter cuidado, pois a sobra, em alguns casos, acaba sendo levada para casa”, observa ela lembrando que todos os pacientes internados recebem, por meio do setor de nutrição e dietética, quatro refeições diárias. 



Fonte: Ascom Hospital da Fundação | Foto: Ascom Hospital da Fundação
 

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