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Preventivamente, hospital São Lucas interdita CTI Neonatal
Adicionada: 10/07/2018
 



 A medida foi tomada após a confirmação de infecção pela bactéria Klebsiela, que é descrita como multirresistente



Na sexta-feira (06), a CTI Neonatal do Instituto de Saúde São Lucas (ISSAL) de Pato Branco, foi interditada preventivamente. A medida foi tomada após a confirmação de infecção pela bactéria Klebsiela, que é descrita como multirresistente.

 

Em nota divulgada ainda no sábado (07), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), informou que dez bebês recém-nascidos, foram transferidos.

 

“Estamos acompanhando a situação no Hospital São Lucas e atuando para evitar desassistência na região. A regulação de leitos identificou a disponibilidade de vagas e os bebês já estão sendo transferidos para garantir o atendimento necessário”, afirmou o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi na nota.

 

Ainda de acordo com o documento da secretaria estadual, “assim que foi notificada a suspeita de surto de bactéria multirresistente, as equipes de vigilância sanitária estadual e municipal inspecionaram a ala de UTI Neonatal do São Lucas, assim como o laboratório de microbiologia, além de analisar prontuários dos bebês atendidos. Foram tomadas medidas de prevenção, contenção e controle, seguindo protocolos, sendo indicada a interdição dos leitos preventivamente.”

 

Na tarde dessa segunda-feira (09), o diretor técnico do ISSAL, o médico Igor Chiminácio divulgou nota e esclarecimento quanto o fato.

 

No documento, o diretor afirma que “no último dia 6 de julho tomamos a decisão de fechar a CTI Neonatal por um caso confirmado de infecção por uma bactéria multirresistente chamada de Klebsiela e devido a este caso na intenção de evitar um surto, o que não houve, profilaticamente acionamos a central de leitos e os órgãos responsáveis”, diz o documento que afirma ainda que “a partir de hoje, dia 9 de julho de 2018 estamos com nossa CTI vazia.”

 

O documento ainda esclarece que “todos os casos de prematuros que vierem a nascer serão transferidos imediatamente e quando possível estão sendo transferidas as gestantes com risco de nascimentos prematuros.”

 

De acordo com a nota, a medida [interdição], foi tomada para a erradicação da bactéria, por meio de procedimentos de desinfecção que estão sendo implementadas e a melhoria da estrutura física. “Assim que os testes confirmarem durante esta semana a negativação da presença da bactéria dentro da CTI Neonatal será retomada as atividades normalmente.”

 

 

Origem

 

Na nota assinada por Chiminácio, é apontada como uma possível origem da bactéria “a superlotação que estamos sofrendo nos últimos meses decorrentes do número de nascimentos que ocorrem em nosso hospital”, afirma falando ainda ser o ISSAL a única maternidade da região [sudoeste do Paraná e oeste de Santa Catarina], que recebe gestação ode alto risco.

 

A nota finaliza afirmando o compromisso assumido com os órgãos reguladores da saúde de que “ao lotar nossos dez leitos, que é nossa capacidade máxima, nós não iremos mais aceitar nenhum bebê e nenhuma gestante e a Rede de Urgência e Emergência e a Rede Mãe Paranaense nos ajudarão na transferência para que não haja superlotação novamente.”



Fonte: Diário do Sudoeste | Foto: Google Maps
 

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