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Guto inicia 2ª passagem pela Chape falando em honrar os que se foram
Adicionada: 09/08/2018
 



Treinador quer time com velocidade pelos lados do campo



Começou oficialmente a segunda passagem de Guto Ferreira no comando técnico da Chapecoense. Campeão estadual em 2016 com o clube do Oeste, o treinador foi apresentado na tarde desta quarta-feira (8), na sala de imprensa da Arena Condá, pelo presidente Plínio David De Nes Filho, o Maninho. O vice de Administração e Finanças Ivan Tozzo também compôs a bancada. Outros dirigentes também acompanharam a entrevista coletiva.

 

O acerto de Guto Ferreira foi divulgado em primeira mão pelo colunista e editor de Esportes do Diário do Iguaçu, Rodrigo Goulart, na noite de segunda (6). A confirmação oficial por parte do Verdão ocorreu na manhã do dia seguinte (7). O profissional desembarcou no aeroporto de Chapecó na noite de terça. Logo após a sua apresentação, nesta quarta, Guto se dirigiu com o elenco para o treino no CT da Água Amarela.

 

Substituto de Gilson Kleina, demitido na segunda juntamente com o executivo de futebol Rui Costa – ainda não foi definido um novo diretor para a função –, Guto Ferreira chega acompanhado dos auxiliares Alexandre Faganello e André Luiz e o preparador físico Valdir Nogueira Júnior, o Juninho. Eles entram nas vagas, respectivamente, de Fabiano Xhá, Juninho e Marcelo Rohling. O preparador de goleiros Wagner Miranda também foi desligado, mas ainda não houve reposição para o setor.

 

A estreia de Guto Ferreira no Verdão será neste domingo contra o Corinthians, às 16h, em casa, pela 18ª rodada da Série A do futebol brasileiro. No dia 15, a Chape reencontra o time paulista, novamente na Arena Condá, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil.

 

 

O QUE DISSE GUTO NA APRESENTAÇÃO:

 

 

SEMELHANÇAS COM 2015

 

“Quando chegamos aqui (em setembro de 2015), a situação era bem semelhante. A única coisa (diferente) é que o trabalho do Vinicius (Eutrópio) tinha acumulado uma pontuação interessante, mas tinha dado uma queda no segundo turno. Coisa normal que acontece com várias equipes, e acabou tendo a mudança. Não era um grupo que eu tinha montado. Fomos nos adaptando, jogando as competições, encontrando a melhor equipe e atingimos o objetivo (permanência na Série A) com três rodadas de antecedência. Agora, temos um pouco mais de competição, mas um pouco mais de pontuação a se buscar”.

 

 

RAZÕES PARA VOLTAR

 

“Não tem algo que pesou mais (para o retorno). A primeira coisa que pesou foi um grande carinho por esta instituição. O que a gente viveu aqui (entre setembro de 2015 e junho de 2016), no clube e na cidade, por parte das pessoas, do torcedor, foi momento muito bom. Eu recebi propostas (recentemente), estava sem clube (desde junho), mas não fui. A proposta da Chapecoense mexe, por tudo que vivi aqui. Mais que qualquer outra coisa, sem querer criar nenhum tipo de lobby, a gente tem que honrar as pessoas que se foram (vítimas da tragédia aérea de novembro de 2016). Mexeu comigo nesse aspecto”.

 

 

RESGATAR A FORÇA EM CASA

 

“Primeiramente, é detectar o que está acontecendo. Segundo momento, recuperar o nível de confiança que, com certeza, caiu. Impor a nossa metodologia, achar a maneira que esse grupo se sente melhor jogando futebol, porque é dessa maneira que eles vão conseguir ter a confiança de fazer o melhor pela Chape. Corremos contra o tempo. Temos que acelerar procedimentos, nem sempre é possível. Então, essa paciência do torcedor e, mais que isso, a força dele, jogando junto, e das pessoas envolvidas no processo buscando o melhor, pensando positivo, darão energia para colhermos os frutos”.

 

 

EVOLUÇÃO COMO PROFISSIONAL

 

“Difícil falar de si próprio. Conforme você vai trabalhando, adquire-se experiência de vida. O modelo de trabalho de gestão fica mais flexível, onde os auxiliares estão atuando mais para eu ter uma gestão maior em relação à totalidade do grupo, para a gente ter mais dinâmica e aproveitamento do tempo do trabalho. Antes, eu comandava os principais trabalhos e até com volume bastante alto. Busco o tempo todo melhorar, consciente de que tenho muitos defeitos, mas acredito que, na totalidade, temos feito um bom trabalho por exaltar mais as virtudes que os defeitos”.

 

 

GESTÃO DO GRUPO

 

“Primeiro dando uma diretriz e fomentando as lideranças. Na medida em que você passa segurança ao grupo todo, muitas lideranças podem surgir. Na medida em que se ganha confiança, as lideranças vão crescendo. Assim, a gente vai encontrar o foco, deixar bem claro que o “nós” está acima do “eu”. Temos que trabalhar fechados, unidos, como uma família como sempre foi na Chapecoense. A recuperação de jogadores passa por dois processos: assimilação da nossa metodologia de trabalho e, principalmente, pelo jogador querer melhorar. Procuramos valorizar os atletas”.

 

 

MODELO DE JOGO

 

“Acompanhamos o grupo de jogadores. Logicamente que há jogadores que vieram para cá que a gente não conhece, que vieram do exterior. Mas, vamos tomar pé rápido e confesso que a gente tem condições, sim, de alcançar os nossos objetivos. Vamos encontrar o modelo que dê o maior equilíbrio a equipe. Temos que ver quem dentro do grupo completa melhor quem. Encontrar uma defesa forte coletiva, mas um ataque forte coletivo também. Gosto de ter velocidade pelos lados do campo. Sem velocidade, não tenho transição. Gosto de ter boa pegada, mas com construção no meio”.

 



Fonte: Diário do Iguaçu | Foto: Chapecoense
 

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